{"id":35,"date":"2024-05-17T19:43:23","date_gmt":"2024-05-17T22:43:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.psiflaviaverceze.com.br\/blog\/?p=35"},"modified":"2024-05-17T19:43:23","modified_gmt":"2024-05-17T22:43:23","slug":"genero-e-um-mecanismo-pelo-qual-as-nocoes-de-masculino-e-feminino-sao-produzidas-e-naturalizadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.psiflaviaverceze.com.br\/blog\/genero-e-um-mecanismo-pelo-qual-as-nocoes-de-masculino-e-feminino-sao-produzidas-e-naturalizadas\/","title":{"rendered":"G\u00eanero \u00e9 um mecanismo pelo qual as no\u00e7\u00f5es de masculino e feminino s\u00e3o produzidas e naturalizadas!"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">G\u00eanero \u00e9 um dispositivo, isto \u00e9, um mecanismo pelo qual as no\u00e7\u00f5es de masculino e feminino s\u00e3o produzidas e naturalizadas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O termo g\u00eanero foi utilizado pela primeira vez pelo psicanalista Robert Stoller para se referir \u00e0s no\u00e7\u00f5es de masculino e feminino que seriam produzidas pela cultura, enquanto sexo estaria ligado \u00e0 natureza, isto \u00e9, \u00e0 biologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa ideia, g\u00eanero seria um produto da cultura sobre a biologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m estudos feministas e Queer quebram com essa no\u00e7\u00e3o do sexo como algo anterior ao g\u00eanero. A no\u00e7\u00e3o de sexo j\u00e1 \u00e9 generificada em nossa cultura. Como assim?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 o conjunto social, as tecnologias de g\u00eanero, que estabelecem o genital como s\u00edmbolo de feminilidade e masculinidade. G\u00eanero \u00e9 um conceito relacional, isto \u00e9, a pr\u00f3pria diferen\u00e7a sexual \u00e9 uma ideia produzida culturalmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o h\u00e1 nada de natural no g\u00eanero ou mesmo na no\u00e7\u00e3o de sexo. G\u00eanero \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas, uma categoria de explica\u00e7\u00e3o produzida historicamente. O sexo \u00e9 t\u00e3o constru\u00eddo na cultura como o g\u00eanero \u2013 temos um olhar generificados sobre a anatomia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sociedade ocidental a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de ser humano est\u00e1 ligada \u00e0s categorias de ser homem ou mulher, tornar-se pessoa \u00e9 tornar-se homem ou mulher. Logo, g\u00eanero n\u00e3o \u00e9 algo est\u00e1vel, imut\u00e1vel, a-hist\u00f3rico. G\u00eanero \u00e9 constru\u00eddo de forma t\u00eanue no tempo, uma identidade constru\u00edda por meio de uma repeti\u00e7\u00e3o estilizada de atos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cMeninas gostam de rosa, meninos gostam de azul. Mulheres s\u00e3o cuidadosas e emotivas, homens s\u00e3o viris e racionais\u201d s\u00e3o exemplos de como as no\u00e7\u00f5es de feminilidade e masculinidade v\u00e3o sendo colocadas, repetidas ao ponto de parecer algo dado, natural e imut\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O efeito de nomear tem efeito de criar! Os discursos e nomea\u00e7\u00f5es instituem, produzem, o que acreditam descrever.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O corpo n\u00e3o \u00e9 um objeto anat\u00f4mico, n\u00e3o \u00e9 uma propriedade privada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">G\u00eanero n\u00e3o \u00e9 algo que vem do externo e que \u00e9 colocado sobre um sujeito pr\u00e9-existente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O g\u00eanero cria um sujeito generificado. Exatamente por isso que ele precisa ser constantemente afirmado e repetido. Caso fosse algo \u201cnatural\u201d n\u00e3o se precisaria de tantos discursos, c\u00f3digos, coer\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es para afirm\u00e1-lo e naturaliz\u00e1-lo.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>G\u00eanero \u00e9 um dispositivo, isto \u00e9, um mecanismo pelo qual as no\u00e7\u00f5es de masculino e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":132,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-35","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.psiflaviaverceze.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.psiflaviaverceze.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.psiflaviaverceze.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psiflaviaverceze.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psiflaviaverceze.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.psiflaviaverceze.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":133,"href":"https:\/\/www.psiflaviaverceze.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35\/revisions\/133"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psiflaviaverceze.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/132"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.psiflaviaverceze.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psiflaviaverceze.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psiflaviaverceze.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}